Os Brasis

Jornalismo Popstar

Agosto 21, 2008 · 1 Comentário

Por Jonatha Carvalho

 

Num país sem o hábito da leitura, e que ainda por cima foi o 4º do mundo a implantar o cubo mágico – também conhecido como televisão – não é difícil imaginar porque a idéia do brasileiro sobre o que é jornalismo esteja tão intimamente ligada aos profissionais de TV.

Nesse âmbito, estudantes de jornalismo da Universidade Santa Cecília (Santos-SP) realizaram uma pesquisa com alunos e professores de diversos cursos da universidade com o objetivo de revelar a visão destes sobre a nem sempre tão nobre profissão de contar histórias: o jornalismo, além de procurar saber como os mesmos se informam.

Jonatha Carvalho

Foto: Jonatha Carvalho

A supremacia da televisão é assustadora. De cada 20 universitários entrevistados, 19 mencionam repórteres ou âncoras de TV como os jornalistas mais admirados. A dupla Willian Bonner e Fátima Bernardes recebe quase todos os aplausos. A visibilidade que esta “máquina de fazer loucos” proporciona é inquestionável. Mas não há jornalismo só na TV, aliás, é o que menos há neste veículo, cujo escopo prático é o entretenimento. Uma razoável prova disso é o programa Pânico na TV, que, no Curso de Fisioterapia, foi citado como o preferido por 22,2% dos pesquisados, alçando o primeiro lugar.

O poder da imagem através da televisão constrói paradigmas na sociedade no que diz respeito ao jornalismo. A maior crítica ao exercício desta profissão é quanto ao sensacionalismo impregnado em algumas matérias, como as exibidas por supostos programas de informação policial – sensacionalismo que, infelizmente, não é um atributo exclusivo do meio televisivo.

Só para não esquecer: a internet, entre os milhões de sites no mundo, parece resumir-se, segundo a pesquisa, ao portal de relacionamentos Orkut e ao programa de troca de mensagens de texto simultâneo MSN. O jornalismo em internet quase não é mencionado.

 Casal 20

Quando lhe perguntam qual jornalista você mais admira, Willian Bonner e Fátima Bernardes vêm a sua cabeça? É o poder da televisão. Superficial mas muito presente. Essa faceta do jornalismo em TV também gerou, na pesquisa realizada entre alunos e professores de vários cursos da Universidade, a resposta de que uma qualidade indispensável ao jornalista é o carisma e, em alguns casos, a beleza.

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