
Foto: Jonatha Carvalho
Por Victor Miranda
Há 20 anos, um jovem político começou a ganhar destaque na primeira cidade do Brasil. Advogado, Márcio França começava, então, um mandato entre diversas raposas do cenário político vicentino. Foi escolhido líder do prefeito Luís Carlos Luca Pedro (PT) na Câmara. Tinha início ali uma das mais meteóricas e bem-sucedidas trajetórias da Política regional.
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Vinte anos depois, França conquistou uma popularidade sem precedentes em São Vicente. Capaz de conseguir ser eleito Deus, caso se candidate ao cargo no Município. Mesmo assim, o eleitor vicentino não terá a opção de votar nele nestas eleições. Ao menos diretamente.
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Eleito deputado federal no último pleito, sendo inclusive um dos 20 mais votados do País, França vai traçando o destino de São Vicente como fazem as pessoas que jogam o célebre jogo de tabuleiro War. Conquistando cada espaço com uma estratégia extremamente calculada, o ex-prefeito vai fechando o cerco em torno de si na cidade, de modo que fica difícil imaginar São Vicente sem Márcio França.
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Recriando uma capitania hereditária, França já tem um filho no Paço. Não um filho de sangue, mas um prefeito que fiel, obediente e que trabalha mais em torno do seu ídolo do que em função da sua própria imagem. Tércio Garcia fatalmente será reeleito, permitindo que Márcio França governe a cidade por mais quatro anos.
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Há quatro anos, um ex-diretor administrativo de regionais estourou as urnas em São Vicente, sendo o mais votado das eleições. Trata-se de Léo Santos, homem sem muita habilidade política mas que conta com extrema confiança do chefe.
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Outro fruto do deputado está na Assembléia Legislativa. Mesmo tendo Luciano Batista como uma constante dor-de-cabeça pelos inúmeros casos e causos que este cria, Márcio tem o atual deputado estadual nas mãos. Mesmo Luciano Batista representando o lado rebelde da família, no fim, sempre precisa abaixar a cabeça e acatar as ordens da gerência. Até aí, nenhuma novidade.
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Mas a história começa a mudar quando os dados são jogados novamente e novos pinos estão em jogo. Estes são os casos do sobrinho de Luciano Batista, Diogo Batista; do seu cunhado e ex-secretário de Turismo, Pedro Gouvêa; e até mesmo do filho (este, sim, legítimo) do patrão, Caio França.
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Todos estes são candidatos a vereador no Município. Todos têm amplas chances de ocupar uma cadeira na Câmara a partir de janeiro. Caio, inclusive, está cotado para ser o próximo prefeito da Cidade, representando um novo passo em busca da conquista de São Vicente (que, verdade seja dita, está mais do que conquistada).
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Com tudo isso, a cidade padece de faltas de opções. E de oposições. Com o cerco fechado em torno dele, França mostra que quer escrever o seu nome na história calunga como o novo Martim Afonso.
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Martim França. Que tal?
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